Quando temos uma formação clinica, académica e cirúrgica baseada na evidência cientifica, temos de dar nota e importância aos diferentes tipos de resultados com o mesmo procedimento, neste caso, cirúrgico.

Falando de forma mais concreta e pormenorizada:

Quando colocamos implantes no osso, para podermos fazer função imediata, ou seja, para que possamos colocar os implantes e no mesmo dia dentes aparafusados, cada implante tem de ter uma força de aperto acima de determinado valor, que é medido tanto electrónica como mecanicamente durante a cirurgia.

E é de acordo com esses valores obtidos que a decisão é tomada durante a cirurgia.

Ou seja, nós baseamos a nossa decisão de acordo com critérios radiológicos, clínicos e médicos e de acordo com a nossa experiência neste tipo de cirurgia, a qual fazemos diariamente e por vezes mais do que uma vez ao dia. Decidimos se os dentes são aparafusados no mesmo dia, ou na manhã a seguir quando fazemos a cirurgia ao final da tarde.

Na literatura mundial vemos variações importantes de números, mas em cerca de 10 a 20% das cirurgias no maxilar superior, não somos capazes de dar a tal “função imediata”. Na nossa experiência individual e especifica, no maxilar superior, cerca de 10% das vezes não somos capazes de aparafusar a estrutura provisória no mesmo dia.

Quando esta situação ocorre, os nossos pacientes levam para casa de igual modo a estrutura de baixo aparafusada e estrutura de cima removível, sempre debaixo de padrões de rigor e estética de alta qualidade.

Passados os meses de osteointegração (cicatrização do implante no osso), o resultado final é exacta e precisamente o mesmo, do ponto de vista biológico, médico, cirúrgico e de reabilitação oral.

Hoje trazemos um caso destes, onde no dia da cirurgia a nossa paciente não saiu da clinica com as duas estruturas aparafusadas, apenas a inferior aparafusada e a superior removível.

Passados 4 meses, o resultado final, já as 2 aparafusadas.

Quando o osso, ou em qualidade, ou em quantidade não oferece segurança absoluta, nós não arriscamos. Preferimos que o paciente aguarde numa solução de compromisso connosco durante cerca de 4 meses, nalguns casos, podendo ir até aos 6 a 8 meses, quando além da pouca qualidade óssea, ainda fazemos algum tipo de enxerto ósseo.

Esperamos que gostem de mais este nosso caso com mais uma das nossas extraordinárias pacientes que nos autorizou a compartilhar o seu caso com os nossos seguidores.

Até breve e muito obrigado pela vossa amizade.

Dr. Luís Pinheiro

Dr. Luís Pinheiro

Mestre em Cirurgia Oral e Maxilofacial no Eastman Dental Institute – University College of London Licenciado em Medicina Dentária em 2007 no I.S.C.S.E.M. – Monte de Caparica – Portugal Registado na Ordem dos Médicos Dentistas – Portugal desde Agosto de 2007 Pratica Exclusiva privada em Cirurgia Oral e Implantologia Membro Associado da Sociedade Britânica de Cirurgia Oral (n.º 2277) Membro associado da Sociedade Portuguesa de Cirurgia Oral Diretor Clínico do Centro de Estética e Reabilitação Oral de Lisboa – C.E.R.O. – Lisboa Responsável pelo Departamento de Cirurgia Oral e Implantologia do Centro de Estética e Reabilitação Oral, Lisboa e Almada Membro permanente da equipa de formação da S.I.N. – Implant System – como orador para Portugal e Europa, com mais de 1500 horas de formação dada, Cirurgia Oral e Implantologia Consultor Científico da multinacional S.I.N. – desenvolvimento e aplicação de novos produtos na área da Cirurgia Oral e Implantologia para Portugal International Speaker da S.I.N. – Cirurgia Oral e Implantologia Autor e Co-autor de artigos e posters científicos Conferencista em eventos nacionais e internacionais Prática em Cirurgia Oral e Implantologia em Oxford – Reino Unido, entre 2012 e 2014, uma semana por mês Inscrição no General Dental Council (G.D.C.) Reino Unido entre 2012 e 2014

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